
Procedimentos
Eletro Cauterização/Cauterização do Colo Uterino
As feridas uterinas são um quadro bastante comum entre as mulheres, em especial aquelas mais jovens em função do uso de pílulas anticoncepcionais. Também é comum entre as gestantes, porque tanto no caso delas como para quem toma pílulas, há o aumento do nível de estrogênio, o que provoca as lesões.
O procedimento visa cauterizar (queimar) os tecidos lesionados para que seja estimulada a renovação celular. Assim, novas células saudáveis se desenvolverão, inibindo o aumento da lesão já existente.
Esse tratamento não se trata de algo complexo e a mulher não precisa ficar internada para sua realização. A fim de evitar dores e desconfortos, ela recebe uma anestesia, que pode ser local. Não é preciso uma preparação específica, apenas que a mulher não esteja menstruada e nem apresente infecções vaginais.
O procedimento dura cerca de 20 minutos, e depois de findo, a mulher está liberada para retornar para suas atividades rotineiras. Apenas é indicado que ela não mantenha relações sexuais pelo tempo recomendado pelo médico, que varia em função de quantas camadas foram cauterizadas
FIV e IIU
São os dois mais frequentes procedimentos utilizados em reprodução assistida. Inseminar tem um significado derivado de sêmen, podendo ser entendido como “colocar o sêmen”. No caso da reprodução humana, o que ocorre é a introdução de espermatozoides no útero, quanto a mulher está no período ovulatório.
A a fertilização se refere à introdução do espermatozoide diretamente no óvulo, o que, no caso da reprodução humana, é realizado no laboratório (daí a o nome fertilização in vitro). O embrião formado nessa união será transferido para dentro do útero, como mostra a figura. Assim, enquanto na inseminação intrauterina são introduzidos espermatozoides para dentro do útero, na fertilização in vitro são introduzidos os embriões já formados.
Na inseminação intrauterina, depois que os espermatozoides são colocados no útero, todo o restante do processo é semelhante ao que ocorre naturalmente. Eles devem penetrar nas tubas e atingir o local onde estão os óvulos, que foram previamente capturados pela tuba após a ovulação. A seguir, espera-se que o espermatozoide penetre no óvulo e que se forme o embrião, que deve ser conduzido até o útero pela própria tuba.
Coito programado
O coito programado é uma opção simples de tratamento para infertilidade. Conhecendo o seu ciclo menstrual, podemos lhe orientar os dias ideais para a relação sexual, na chamada janela fértil, que abrange o período de 6 dias e que culmina com o aumento e a elasticidade do muco cervical.
O coito programado pode ser medicado com hormônios ou não. A forma medicada envolve induzir a ovulação com hormônios e monitorar seu ciclo ovariano por meio de ultrassom.
A não medicada a mulher terá orientações dos dias mais favoráveis para relações sexuais sem a necessidade de usar os indutores da ovulação.
A relação sexual frequente (a cada 1 a 2 dias ou na rotina do casal) na janela fértil produz as maiores taxas de gravidez.
Os 6 dias da chamada “janela fértil” no ciclo da mulher refletem a expectativa de vida dos espermatozoides (5 dias) e do óvulo (24 horas).
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Preparo de Endométrio para transferência de embriões
Após a Fertilização In vitro (FIV), seja convencional ou por ICSI, os embriões que não são transferidos para o útero da mulher, são mantidos em cultivo em laboratório em meio de cultura específico.
Quando não realizamos a transferência dos embriões no ciclo de estimulação e os embriões estão congelados, é necessário o preparo de endométrio para transferi-los nas melhores condições.
Podemos transferir os embriões do 3º e 5º dia de cultivo em laboratório no ciclo natural da mulher ou através do preparo do endométrio com o uso de hormônios.
Lembre-se que seu tratamento é individualizado e qualquer alteração deverá ser feita por seu médico especialista em Reprodução Humana.
Exérese/Excisão de Pólipo
Os pólipos uterinos ou endometriais são, na sua maioria, lesões benignas, ou seja, não cancerosas, que em muitos casos não provocam sintomas, e que são formados devido ao crescimento excessivo de células na parede interna do útero.
Esse procedimento consiste na retirada de um pólipo, via vaginal. Geralmente é rápida, indolor e de fácil realização. Em consulta, com o exame físico, é avaliada a possibilidade de realização em consultório médico ou se há a necessidade de realização do procedimento em ambiente hospitalar.
Biópsia de Colo/Vulva/Vagina/Endométrio
É um procedimento cirúrgico no qual se colhe uma amostra de tecidos ou células para posterior estudo em laboratório. Podem fazer-se biópsias da pele, vulva, vagina, colo do útero e/ou endométrio. Podem remover a totalidade da lesão e não ser necessário qualquer outro tratamento, ou apenas parte da lesão para diagnóstico e para orientar outro(s) tratamentos.
Pode ser realizado em Consultório sob anestesia local mas algumas biópsias não requerem anestesia. O tem é variável de acordo com o tipo de biópsia. Pode demorar de alguns segundos a 5-10 minutos ( no caso de biópsia excisional requerendo sutura).
CAF
Esse é um procedimento que vem sendo utilizado amplamente e em todo o mundo para o tratamento de lesões intraepiteliais no colo uterino. Rápido e seguro,
Essas modalidades de tratamento excisional permitem a retirada da lesão do colo uterino e envio do fragmento para estudo anátomo-patológico, permitindo adequado diagnóstico da lesão e garantindo a retirada completa da mesma. Diferente das modalidades destrutivas (cauterizacão elétrica ou química ou crioablação), na qual a lesão é destruída sem possibilidade de realização deste tipo de estudo.
Pode ser realizada no consultório com anestesia local ou no centro cirúrgico com anestesia regional ou geral (sedação), com internação e alta no mesmo dia. Permite que a mulher retorne precocemente às suas atividades diárias, e é praticamente isenta de sintomas pós operatórios.
Implante de DIU Mirena/Kylena/Cobre/Cobre com Prata
O Dispositivo Intrauterino, conhecido popularmente como DIU, é um método contraceptivo feito de plástico flexível moldado em forma de T que é introduzido no útero para impedir a gravidez.
Esse dispositivo só pode ser colocado e removido pelo ginecologista, e embora possa começar a usar em qualquer momento do ciclo menstrual, deve ser colocado, preferencialmente, nos 12 primeiros dias do ciclo.
O DIU apresenta uma eficácia igual ou superior a 99% e pode permanecer no útero entre 5 a 10 anos, devendo ser retirado até um ano após a última menstruação, na menopausa.
Implanon
Implanon, único produto dessa categoria aprovado no Brasil, é um método de alta eficácia, amplamente estudado e reconhecido pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Trata-se de um método contraceptivo reversível de ação prolongada. Ele tem a forma de bastão — com 4 centímetros de comprimento e 2 milímetros de diâmetro — e contém etonogestrel. O hormônio é liberado continuamente, inibindo a ovulação, além de alterar o muco cervical, impedindo a passagem dos espermatozoides.
“O etonogestrel é um hormônio feminino sintético, semelhante à progesterona.”
O principal diferencial que se pode destacar entre o Implanon e os outros métodos anticoncepcionais mais recorrentes é a independência da paciente, que fica livre do regime diário, semanal ou mensal da medicação.
Segundo o fabricante e a própria ANVISA, o implante anticoncepcional é capaz de proteger a mulher de gravidez indesejada pelo período de até 3 anos, de acordo com as condições clínicas da paciente.
Implantes hormonais
Os implantes hormonais são pequenos tubos de silicone, inseridos na parte interna do braço, ou acima das nádegas, cujo procedimento médico envolve domínio da técnica e uma dinâmica específica entre equipe médica e paciente no consultório/clínica. Estes tubos possuem a dosagem necessária a paciente, que será liberada no organismo gradativamente, durante seu tempo de uso, pré-estabelecido. Para interrupção do tratamento, basta a retirada do implante, realizada pela equipe médica, sem prejuízos a sua usuária.
No mercado hoje, encontram-se 5 tipos de hormônios disponíveis no formato de implante:
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Testosterona e estrogênio: muito usado na deficiência hormonal na menopausa;
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Gestrinona: trata muitas doenças ginecológicas, através de um bloqueio hormonal;
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Nestorone: trata a endometriose e funciona como um anticoncepcional;
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Nomegestrol: funciona como método contraceptivo;
Nos tempos modernos, os implantes vêm como um tratamento seguro, eficaz e relativamente duradouro para acessar tratamentos hormonais diversos, como o tratamento da endometriose e miomas, por exemplo, assim como a supressão da menstruação, algo positivo e desejável além mesmo de um estilo de vida para as mulheres da atualidade.
Diagnóstico molecular de infecções endocervicais: PCR, Captura híbrida e Cultura.
O diagnóstico molecular baseia-se em técnicas consagradas da biologia molecular como a PCR (reação de cadeia em polimerase) e suas variações visando a investigação de alvos de interesse a partir da análise do material genético, o DNA e o RNA.
Nós investigamos a presença do material genético de microrganismos alvos, de genes de resistência a antibióticos, ou ainda mutações e alterações genéticas.
A inflamação cervical é devida principalmente à infecção (em geral, mista ou por vários microorganismos); outras causas compreendem corpos estranhos (dispositivo intra-uterino, tampão retido etc.), traumatismo e irritantes químicos como géis ou cremes